1/24/2007

QUANDO NÃO SE FALAVA EM “SEXO SEGURO”...

Olá!!!

Olha eu chagando de novo mais cedo do que eu imaginava!rs
Bom, em 1º lugar, quero dizer que o post de hoje não tá aqui à toa. Ele tem a ver com o próximo post que eu vou mandar no Sábado.
Vamos dar uma olhada hoje num ator, diretor e produtor pornô estadunidense que já morreu há 15 anos, devido a complicações causadas pela AIDS. Ele teve a fase sexual mais alta dele nos anos 70, época em que o sexo era tão fácil quanto hoje, mas infinitamente menos seguro. Enfim, vamos dar uma olhada no Al Parker.

Andrew Okun nasceu em Massachusetts, em 25 de Junho de 1952.
Se mudando pra Califórnia, ele conseguiu trabalhar como mordomo do Hugh Hefner, que apresentou ele a algumas das figuras principais da indústria pornô.
O Andrew namorava o Richard Cole, com quem acabou indo morar numa casa de praia, na Califórnia. E apesar de nem pensarem em se separar e, aparentemente, se amarem muito, eles tinham uma relação aberta e extremamente promíscua: toda semana eles participavam de várias surubas. E é bom lembrar que nessa época (tamos falando de anos 70) nem se usava a expressão “sexo seguro”. Ninguém nunca usava camisinha e nem sequer se dava muita importância à mistura do esperma de um parceiro com o sangue do outro.
O Andrew e o Richard fundaram os Surge Studios, uma indústria pornô, sendo o Andrew o diretor geral e produtor. Além de trabalhar pessoalmente nos filmes como ator, adotando o nome artístico de Al Parker.
Ele usava o look gay da época: magro e bigodudo (esse visual era chamado de Castro Street Clone). Mas a característica principal dele era o cacete grande e grosso. Como diz um amigo meu, “é daqueles que chegam a dar medo na gente”!rsrsrs


Conta a lenda que, às vezes, ele enfiava até os testículos na bunda do parceiro passivo (eu acho isso meio impossível, mas...). E isso teria provocado umas escoriações que deixaram ele fora de combate por um tempo.
O Al também trabalhou pros Brentwood Studios, que produziam filmes pornô de curta metragem gravados em rolos de 8 milímetros. Eram chamados de loops, que eram gravados no improviso e sem cortes e duravam, no máximo, 15 minutos (sem contar, é claro, que eram bem econômicos e lucrativos). Mas o problema era exatamente esse: os filmes eram feitos de uma forma extremamente primitiva, sem nenhum tipo de controle nem segurança e exatamente na época em que a AIDS tava se espalhando...
Trabalhando em filmes pornô nessas condições e levando a vida de sacanagem da grossa que ele levava tanto quanto o namorado, e tudo isso sem usar nenhum tipo de proteção, vocês já imaginam o que aconteceu, né? No início dos anos 80, o Al e o Richard descobriram que tavam contaminados pelo HIV.
Depois disso, lá pelo meio dos anos 80, os Surge Studios produziam tanto loops quanto filmes pornô de longa-metragem. E nessa época, curiosamente, foi uma das primeiras companhias pornô a botar os atores sempre usando camisinha, contrastando com a ausência total de camisinha em todos os filmes pornô de menos de 10 anos antes.
Mas pouco depois disso, em 1986, o Richard morreu.
Apesar de ficar muito abalado nesse ano, o Al continuou vivendo na mais absoluta trepação sem compromisso. E não muito tempo depois, ele começou a namorar o ator pornô canadense Justin Cade, que era um adepto radical do sexo seguro tanto nos filmes quanto na vida pessoal. Só que eles terminaram em pouco tempo, porque o Al, ainda assim, continuava trepando sem regra com todo mundo. E isso o Justin não fazia nem aceitava.
Eles continuaram amigos depois disso. Mas o Justin achava que o Al tinha entrado num processo de autodestruição. Só isso parecia explicar essa compulsão dele por sexo.
Alguns amigos dele, por outro lado, diziam que ele ficou com essa sexualidade... ‘fora de controle’, vamos chamar assim, devido a um trauma sexual, porque ele teria sido estuprado por um desconhecido quando tinha 15 anos. Mas isso nunca ficou provado e, sejamos francos, mesmo que isso fosse verdade, não explicaria nada, né? Claro que cada caso é um caso, mas quem passou por essa experiência geralmente fica com a sexualidade travada, e não acelerada e descontrolada.
O Al morreu no dia 17 de Agosto de 1992, com 40 anos, em conseqüência de complicações causadas pela AIDS.
Ele foi cremado e as cinzas foram espalhadas no Mar, no litoral da Califórnia.

Andrew Okun è nato in Massachusetts, nel 25 di Giugno del 1952.
Lui è andato a vivere in California, dove è diventato il cameriere di Hugh Hefner. Ed ha conosciuto delle persone famose del mondo porno.
Andrew ed il suo ragazzo Richard Cole avevano una relazione senza nessuna fedeltà sessuale: ognuno fotteva con molti altri uomini ogni settimana.
C’è bisogno di ricordare che in quell’epoca (anni 70) anche l’espressione ‘safe sex’ non era utilizzata. Nessuno utilizzava nessun profilattico e nemmeno si dava nessuna importanza alla mescola dello sperma d’una persona col sangue di un’altra.
Andrew e Richard hanno creato gli Surge Studios, di cui Richard era il direttore generale ed il produttore.
Lui è anche stato in alcuni film, col nome artistico di Al Parker.

Al had the 70-gay look: thin and mustached (a Castro Street Clone). But he was famous basically because of his big and fat cock! You guys can see above what I mean...
Some people say he sometimes put his dick & his balls in his partner asshole! But... is it possible? Anyway, he hurt himself one of this times.
Al also worked at Brentwood Studios. At it produced many loops, the 15-minute and 8mm porn movies. But these movies were made without any kind of control or safety. And exactly at the time when AIDS was developing...
As Al worked in such porn movies and had sex with so many different men every week (without any kinf of protection) in his private life, he was a HIV-person in the early 80s. And also his boyfriend Richard, who had the same lifestyle.

En los años 80, los Surge Studios producían loops y películas porno de largometraje. Y fue una de las primeras compañías porno a tener actores usando condones, como lo opuesto de todas las películas porno de menos de 10 años antes.
Richard, el novio de Al, se murió de SIDA en 1986. Y él se quedo muy triste, pero mantenía todavía su vida sexual promiscua.
Al comenzó a tener una relación con el actor porno Justin Cade, pero ese no pudo aceptar la vida que Al tenía (él hacía solamente sexo seguro) y la relación se acabó poco después.
Justin, que continuó como amigo de Al, pensaba que esa era una manera de él autodestruirse. Pero otros decían que Al tenía esa sexualidad compulsiva porqué había sido estuprado quando tenía 15 años.
Al se murió en 17 de Agosto de 1992, con sus 40 años, por complicaciones causadas por SIDA.
Su cuerpo fue cremado y los restos mortales fueron lanzados en el Mar de California.


Bom, então, não percam o post de Sábado, tá? Com certeza, é um assunto do interesse de todos aqui, mas que tem ficado muito esquecido ultimamente.

See you guys again next Saturday!

11 Comments:

Anonymous Ladra do Bem said...

Olá querido!!!
Que coisa, heim? É aquela velha história de acontece com os outros, comigo não...ai deu no que deu, né?

Mas, aqui pra nós, heim? Que belo instrumento de trabalho ai ai ai...bateu mais calor e te garanto que não foi por causa dos 30 graus que tá batendo aqui em Salvador rsssss

8:46 PM  
Anonymous Anônimo said...

compulsão sexual ...???
Que coisa na década de 70 veio a liberdade sexual, mas aids acabou com essa liberdade ...

10:32 PM  
Anonymous Anônimo said...

Anos fabulosos: a segunda metade de '70 e a primeira de '80!
Depois, foi o que se viu e continua a ver...
O teu trabalho continua a ser pedagógico, Carioca! Parabéns!
:-)

2:37 AM  
Blogger Rafael Magnago said...

pois é meu amigo
qnto a história do estupro, geralmente ela trava a pessoa msm
realmente ele tinha uma ferramenta de trabalho incrível
abração pra vc
té mais
Rafael
fuiizzzz

11:18 AM  
Blogger Jeremy said...

Preço alto por tanta liberdade sexual...

11:48 AM  
Anonymous Anônimo said...

Oi amigo! Olha... não tive tempo de ler o post hoje, volto depois! rs Bom... passei só pra ver se recebeu meu e-mail. Recebeu?

Beijo!

7:08 PM  
Anonymous Anônimo said...

É... precisávamos de mais de um mesmo. Sempre bom ter um na reserva, não? rs

9:14 PM  
Anonymous Anônimo said...

O pessoal da década de 70 sofreram bastante por causa da informação. Hoje o que salva a maioria é a informação, independente de qualquer assunto ou área.

Não tem como não comentar do instrumento de trabalaho do cara, é d+ ( que o Di não saiba) rsrs

Abraços e Inté.

9:53 PM  
Anonymous Carioca said...

Ladra→ É o que eu já disse que o meu amigo disse: ´´é daqueles que dão até medo na gente``.rs

Mariposo→ Na liberdade sexual acho que a gente ainda tá. Mas agora tem que se tomar muito mais cuidado, né?

Ric→ Anos fabulosos, mas sem cuidado, né? O problema era esse. Obrigado, amigo!

Rafael→ Bom, cada caso é um caso, né? Mas não acredito muito nessa história do estupro, não.
Abração pra vocÊ!

Jeremy→ Altíssimo, né?

Kaká→ Já recebi e já respondi, querido.
Beijo!

Bernardo→ Acho que 2 já tava bom.

Lindosampa→ Pruma pessoa que acessa a Internet é quase impossível não se informar sobre sexo, né? Mas tem outros meios também, como eu vou falar no próximo post.
Abraço!

2:12 AM  
Blogger RIC said...

Bem, meu caro Carioca, a questão é que não havia qualquer razão objectiva para que não se fosse despreocupado (excepção feita às doenças sexualmente transmissíveis de sempre, é claro). Mas com a aids (aqui, sida) tudo mudou. E a deliciosa libertinagem deu lugar aos cuidados absolutamente necessários!

4:10 PM  
Anonymous carioca said...

É verdade, Ric. E esses cuidados agora são questão de sobrevivência, né?

5:49 PM  

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